Sociologia - vol 4 - 2º ano


Caderno do Aluno
ensino médio 2º série
Sociologia


SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1

O QUE É VIOLÊNCIA?

Página 4

1. Imagens 1, 2 e 3: espera-se que os alunos deem sua própria interpretação das

imagens. Não há resposta certa ou errada. A interpretação pode ser baseada no que

eles estão vendo ou ser metafórica (interpretativa).

2. Espera-se que os alunos criem uma pequena história em torno de cada imagem, com

base em sua própria interpretação do que viram nelas. Não há resposta certa ou

errada.

Páginas 5 - 6

A imagem 1 corresponde ao texto 2; a imagem 2 corresponde ao texto 3; e a imagem

3 corresponde ao texto 1.

Página 6 -

As respostas têm por base as três reportagens fictícias sugeridas no Caderno. Caso o

professor opte pelos recortes de jornal, elas serão diferentes.

1. No primeiro caso, houve uma tentativa de assalto e a vítima foi baleada cinco vezes

na região do abdômen. Ele pode correr risco de vida.

No segundo caso, houve ameaças e intimidações contra pais de alunos e professores,

por parte dos pais de um aluno de 13 anos, em uma escola estadual em Minas Gerais.

O caso mais grave foi a agressão física ao diretor da escola, que levou um soco do

GABARITO

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Sociologia – 2a série – Volume 4

pai da criança e denunciou o caso à polícia. Os pais podem ser processados e o aluno,

transferido para outra escola.

No terceiro caso, houve uma tentativa de assalto a uma residência na Zona Norte de

São Paulo, em que os assaltantes mantiveram quatro pessoas da família reféns

durante duas horas, até que vizinhos perceberam a ação e chamaram a polícia. Após

a negociação, os assaltantes se renderam e libertaram os reféns. Os criminosos

devem ser condenados.

2. Não há resposta certa ou errada. O aluno pode entender que o resultado do ato é o

que caracterizou o grau de violência e responder que a primeira situação, na qual

balearam uma pessoa (correndo risco de vida), foi a mais violenta. Também pode

achar que a duração de um conflito é o que caracteriza o grau de violência e

responder que a segunda situação, na qual pais de um aluno vêm ameaçando

professores há algum tempo, teve a situação mais violenta. Por último, pode levar em

conta que manter uma família em prisão domiciliar, sob ameaça, o que acarretou a

necessidade de ação de forças especiais da polícia, foi a ação mais violenta de todas.

3. Não há resposta certa ou errada. O aluno pode considerar que o ferimento a bala tem

consequências mais sérias do que o trauma de alguém permanecer nas mãos de

assaltantes sob ameaça de revólveres em sua própria casa, ou o contrário, ou pode

colocar-se no lugar de pais de alunos ou professores que se sentem ameaçados no seu

cotidiano. O importante é que a resposta seja justificada.

Etapa 1 – O que é violência?

Página 7

1.

Primeiro caso: “atingido por cinco tiros” – “tentativa de assalto” – “algo foi roubado”

Segundo caso: “amedrontados” – “ameaçado de agressão” – “chegou a ser agredido”

– “fazem ameaças” – “intimidação” – “chamou de palhaço” – “bati no filho dele” –

“levou um soco”

Terceiro caso: “mantidas reféns” – “invadiu a residência” – “praticar um assalto” –

“sob a mira de três revólveres” – “troca de tiros”.

GABARITO

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2. A rigor, todas essas ações podem ser consideradas violência. Porém, ainda nesta

etapa, o aluno pode selecionar algumas e não outras. Aproveite para discutir as

escolhas da turma e o porquê.

Páginas 7 - 8

1. Espera-se que o aluno expresse sua própria interpretação do texto antes das suas

explicações e da discussão em sala de aula sobre os conteúdos da Situação de

Aprendizagem.

2. Orelhão quebrado: (II) (violência de grupo); Bamiyan, Afeganistão: (I) (violência

contra a cultura e a religião de um povo); Invasão de Exército: (III) (violência

organizada).

Etapa 2 – Dimensões e formas da violência

Página 9

Violência física: é aquela que gera danos (permanentes ou não) à integridade física

do ser humano, como tapas, empurrões, chutes, mordidas, tentativas de asfixia, de

afogamento, de homicídio, de estupro etc.

Violência psicológica: é aquela que não necessariamente deixa marcas no corpo de

uma pessoa, mas gera transtornos de natureza psicológica, constrangendo a vítima a

adotar comportamentos contra a sua vontade ou tirando a sua liberdade. Exemplos:

humilhações, ameaças, assédio sexual, assédio moral, entre outros.

Violência simbólica: quando a violência é vista como algo “natural” e que faz parte

das relações entre grupos sociais dominantes e dominados, aceitando-se padrões de

comportamento que tendem a reproduzir a dominação e a violência de uns sobre os

outros. Um exemplo é a crença de que os homens são mais fortes e as mulheres são

mais frágeis e, por essa razão, o comportamento violento seria uma característica

“natural” do homem.

GABARITO

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Página 9

Os alunos deverão realizar uma pesquisa e escolher três casos que correspondam às

três dimensões de violência: física, psicológica e simbólica. Espera-se que os alunos: a)

analisem o texto da reportagem e identifiquem o assunto do qual ela trata; b) façam um

resumo dos fatos; c) identifiquem as vítimas (pessoas que sofreram violência) e os

agressores (pessoas responsáveis pelos atos violentos); d) identifiquem o(s) tipo(s) de

violência tratado(s) na reportagem, de acordo com os conteúdos apreendidos em sala de

aula: violência física, psicológica e/ou simbólica; e) justifiquem a resposta anterior,

argumentando, com base nos conteúdos apreendidos em sala de aula, por que o(s)

tipo(s) de violência tratado(s) na reportagem foi(foram) identificado(s) como violência

física, psicológica e/ou simbólica.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2

VIOLÊNCIA CONTRA O JOVEM

Páginas 10 - 11

1. As imagens retratam lápides de túmulos em um cemitério.

2. O que elas têm em comum é o fato de todos os nomes indicados nos túmulos serem

de jovens do sexo masculino, falecidos entre 1999 e 2005.

3. A pessoa mais jovem tinha 15 anos quando faleceu e, a mais velha, 24. Observe que

Claudio ainda não havia completado 25 anos na data de seu falecimento e Leandro

não havia chegado aos 21 anos.

4. A média de idade desses jovens quando faleceram era de 20,4 anos de idade.

Página 12

Espera-se que os alunos comparem os percentuais para causas de mortalidade entre a

população jovem (15 a 24 anos) e não jovem (0 a 14 anos e 25 anos ou mais) e

destaquem as principais diferenças em relação ao tipo de causa e às regiões. Por

exemplo: observando-se apenas os totais para o Brasil, fica claro que os jovens estão

sujeitos à mortalidade por causas externas (72,1%) muito mais frequentemente que os

não jovens (9,6%). Isso ocorre mais comumente entre os jovens da região Sudeste

(76,3%), em primeiro lugar, da Sul (75,5%), em segundo, e da Centro-Oeste (74,5%),

em terceiro. Analisando a estrutura da mortalidade por causas externas, observamos que

a principal causa mortis, tanto para a população jovem quanto para a população não

jovem, é o homicídio: 39,7% e 3,0%, respectivamente. As regiões com maior percentual

de homicídios entre jovens são a região Sudeste (46,2%), em primeiro lugar, seguida da

Centro-Oeste (37,7%) e da Nordeste (35,1%). Entre a população não jovem, as regiões

com percentuais mais altos de mortes por homicídios são a Norte e a Centro-Oeste

(4,0%). Os jovens tendem a morrer com mais frequência em decorrência de acidentes de

GABARITO

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transporte no Sul (26,4%) e no Centro-Oeste (23,0%), enquanto os não jovens morrem

mais de acidentes no Centro-Oeste (5,1%) e no Norte (3,8%).

Espera-se que os alunos consigam observar ao menos algumas dessas informações,

mas não necessariamente todas; é possível, ainda, realizar outras comparações em vez

dessas exemplificadas acima.

Páginas 14 - 15

1.

a) Na faixa etária dos 20 aos 24 anos de idade.

Sim. Houve maior diferença nas faixas etárias de 15 a 19 anos, 20 a 24 anos e 25

b)

a 29 anos.

2. A partir dos 15 anos de idade.

3. Não necessariamente. Na realidade, houve um aumento das taxas de óbitos por

acidentes de transporte, especialmente nas faixas etárias de 20 a 24 anos e 25 a 29

anos.

Páginas 15 - 17

1. A taxa de homicídios da população negra é bem superior à da população branca. A

chance de um jovem negro morrer vítima de homicídio, no Brasil, é 1,85, quase duas

vezes superior à de um jovem branco. Comparando-se a diferença entre as regiões, a

situação mais grave é no Sudeste, onde a taxa de homicídios de negros é mais que o

dobro da de brancos. A menor diferença é observada na região Sul (52,4 entre negros

para 41,1 entre brancos). Já no caso da mortalidade por acidentes de transporte,

observamos o inverso: entre os jovens morrem mais brancos por acidentes de

transporte do que negros, especialmente no Sul, onde a taxa de óbitos por esse tipo

de causa entre brancos é mais que o dobro do que entre negros.

GABARITO

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2.

a) Comparando-se a diferença entre as regiões, a situação mais grave é no

Nordeste, onde a taxa de homicídios de negros é 4,53 maior do que a de brancos. Isto

é, a chance de um jovem negro morrer é quase 5 vezes maior do que a de um branco.

b) Morrem mais jovens negros na região Sudeste, onde a taxa de homicídios é de

98,9 mortes por 100 mil habitantes.

3. Esse fenômeno tem a ver com a proporção da população presente em cada região.

Uma hipótese para isso pode ser a maior representatividade da população negra no

conjunto da população na região Nordeste, o que poderia explicar a maior

participação dessa população nas taxas de óbitos por acidentes de transporte.

Sugerimos que você discuta essa questão com seus alunos e procure dados no IBGE

para corroborar essa hipótese. Fonte: PNAD 2007.

Páginas 17 - 18

1. Em média, a chance de um jovem morrer vítima de homicídio é quase 15 vezes

maior em relação a uma jovem.

2. No caso dos acidentes de transporte, a chance de um jovem morrer é quase 5 vezes

maior do que a de uma jovem morrer pela mesma causa.

Páginas 18 - 19

1. Os dados da tabela representam taxas de mortalidade por armas de fogo, segundo

causas básicas, isto é, o que ocasionou a morte (acidente, homicídio, suicídio ou

motivo indeterminado) de jovens brasileiros.

2. Segundo a Tabela 4, a principal causa de morte por arma de fogo de jovens entre 15

a 24 anos, no Brasil, em 2004, foi o homicídio.

3. A taxa nacional de homicídio por arma de fogo entre jovens de 15 a 24 anos, em

2004, foi de 40,6 mortes por 100 mil habitantes. Uma região superou essa marca: a

região Sudeste, com 52,7 mortes por 100 mil habitantes.

GABARITO

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Página 19

Espera-se que os alunos elaborem um texto dissertativo com base na leitura e

interpretação dos textos indicados nas páginas 18 e 19 e nos conteúdos apreendidos em

sala de aula. O texto deve abranger argumentos que respondam a esta pergunta: Que

fatores contribuem para as altas taxas de mortalidade por causas externas entre

jovens? Tal dissertação deve contemplar claramente qual é o posicionamento do aluno

em relação aos conteúdos sugeridos pelos textos: se são principalmente fatores sociais e

econômicos que contribuem e determinam o envolvimento com a violência e a

criminalidade ou são os comportamentos de risco que expõem o jovem à violência, ou,

ainda, ambos.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Página 21

Espera-se que os alunos elaborem respostas com base nas explanações do professor

no decorrer das aulas. Podem ser utilizados os conteúdos do Caderno da 1ª série, 4º

bimestre, sobre desigualdade de gênero.

Entre os principais fatores que ajudam a explicar a violência de gênero estão as

relações desiguais entre homens e mulheres. Embora os papéis dos homens e das

mulheres variem de cultura para cultura, não há nenhuma instância conhecida de uma

sociedade em que as mulheres são mais poderosas do que os homens. Os papéis dos

homens são, em geral, muito mais valorizados e recompensados que os das mulheres:

em quase todas as culturas, as mulheres carregam a responsabilidade principal de cuidar

das crianças e do trabalho doméstico, enquanto os homens, tradicionalmente, têm o

dever de sustentar a família. A preponderante divisão de trabalho entre os sexos levou

homens e mulheres a assumir posições desiguais em termos de poder, prestígio e

riqueza.

Páginas 22 - 23

1. Espera-se que o aluno dê a sua própria interpretação do texto antes de ouvir a

explicação do professor e da discussão em sala de aula sobre os conteúdos da

Situação de Aprendizagem.

2. A narradora sofria violência física por parte do pai, de quem ela apanhava quando

ainda era criança.

3. Em seu primeiro relacionamento, ela sofreu violência sexual e psicológica, pois foi

constrangida – sob a ameaça de que, se gritasse, poderia ser presa – a manter relações

sexuais com um homem mais velho. As consequências foram engravidar, ser

abandonada pelo pai da criança, sofrer ameaça de morte por parte do pai e acabar

migrando para São Paulo.

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4. Depois que se casou, a narradora passou a sofrer violência física e psicológica do

marido, que bebia muito, batia nela, quebrava as coisas da casa, rasgava suas roupas

e ameaçava lhe pôr fogo.

5. O que levou a narradora a viver esse tipo de situação foi tanto a falta de afeto que a

fez sair de casa muito cedo, quanto o medo constante de ser abandonada em situação

de vulnerabilidade. Esse medo fez com que ela continuasse com o marido, mesmo

quando ele apresentava comportamento violento.

Página 24

Não há uma única resposta para esta questão. Porém é possível dizer que a violência

tem sido reconhecida desde tempos imemoriais como uma referência de masculinidade.

É comum, por exemplo, que os homens sejam pressionados a manifestar signos visíveis

de masculinidade em situações em que são chamados a testar qualidades ditas “viris”,

como esportes de luta, competições entre gangues e rachas, ou, ainda, a reagir

fisicamente quando desafiados em discussões verbais, entre outros exemplos.

Espera-se que os alunos relatem ao menos algumas dessas informações ou ofereçam

outros exemplos, com base em sua própria experiência e referências de masculinidade.

Páginas 24 - 25

Espera-se que os alunos respondam de acordo com o conhecimento que têm da lei

ou, no caso de ainda não a conhecerem, que eles formulem hipóteses com base em suas

expectativas ou no que imaginam que essa lei possa oferecer às mulheres, em termos de

defesa dos seus direitos, antes da sua explicação e da discussão em sala de aula sobre os

conteúdos da Situação de Aprendizagem.

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Páginas 27 - 28

1. Violência física, violência psicológica, violência sexual, violência patrimonial e

violência moral.

2. Como foi discutido anteriormente, a violência sexual é uma forma de violência física

específica, pois causa danos ao corpo e à saúde da mulher. A violência patrimonial e

a violência moral são formas de violência psicológica, pois geram transtornos,

constrangimentos, traumas e sequelas que não afetam necessariamente o corpo, mas

produzem danos permanentes ou não, que afetam a vítima de forma direta ou

indireta.

3. Espera-se que os alunos deem sua própria opinião a respeito da questão. Nesse caso,

não há resposta certa ou errada. Uma sugestão de resposta é: a Lei Maria da Penha,

ao assegurar direitos fundamentais inerentes à pessoa humana a todas as mulheres,

independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível

educacional, idade e religião, busca situar as mulheres em iguais condições de direito

em relação aos homens. A garantia de direitos prevista em lei, bem como a

salvaguarda contra atos de violência, têm o propósito de diminuir e equilibrar

relações históricas de opressão, primeiro pelo reconhecimento da existência desses

atos e, em segundo, pelo repúdio a tais atos e pela sua qualificação como crimes

contra a mulher.

Páginas 28 - 29

1. Espera-se que o aluno expresse sua própria interpretação do texto, com base na sua

capacidade de leitura e análise. Para a avaliação do aluno deve-se levar em conta a

capacidade de retenção de informações e de produção de texto interpretativo com

base em leitura.

2. Os comportamentos encorajados pelos grupos sociais indicados pelo autor são: 1)

recusar medidas de prudência; 2) negar ou desafiar o perigo com condutas de

exibição de bravura.

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3. As consequências sociais da não adoção desses tipos de comportamento são: perder a

estima ou a consideração do grupo, “quebrar a cara” diante dos “companheiros” e ser

remetido à categoria dos “fracos”, “delicados”, “mulherzinhas” ou “veados”.

4. Espera-se que os alunos façam sua própria abordagem a respeito da questão, com

base nos conteúdos apreendidos nas discussões em sala de aula e nos textos.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4

VIOLÊNCIA ESCOLAR

Páginas 32 - 34

1. Os alunos devem responder as questões de “a” até a “q” individualmente,

assinalando com um “X” apenas uma alternativa para cada situação. Não há

respostas certas ou erradas.

2. Espera-se que os alunos respondam às questões de “a” até “m” individualmente,

assinalando com um “X” apenas uma alternativa para cada situação. Não há

respostas certas ou erradas.

3. Neste exercício, espera-se que os alunos respondam as questões de “a” até “n”

individualmente, assinalando com um “X” apenas uma alternativa para cada

situação. Não há respostas certas ou erradas.

Etapa 1 – Conflitos na vivência escolar

Páginas 35 - 36

1. Aqui o que se espera dos alunos é que completem o esquema escrevendo, no interior

de cada círculo, ações, atitudes e comportamentos dos colegas que eles consideram

aceitáveis, mais ou menos aceitáveis, inaceitáveis e totalmente inaceitáveis em

relação a si próprios, conforme o exemplo.

2. Neste espaço, espera-se que os alunos relatem, de forma imaginária, o que para eles

são atitudes que provocam o bullying. É importante lembrar que nem sempre as

respostas abordam comportamentos e atitudes, mas também preconceitos em relação

ao modo de se vestir, de se comportar, de falar, de ser, e até mesmo características

físicas e de personalidade poderão ser suficientes para que um(a) colega seja

hostilizado. Este é o espaço para isso. É importante que os alunos sejam estimulados

a falar sobre esse assunto, sem, contudo, identificar um(a) colega em particular ou

expor vítimas de bullying. O caráter do exercício é ser projetivo, isto é, utilizar como

recurso um(a) aluno(a) imaginário(a) que possa servir de modelo para que a turma se

sinta à vontade para falar sobre aquilo que gera preconceito, discriminação e atitudes

propiciadoras do fenômeno de bullying.

GABARITO

Caderno do Aluno

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3.

a) Os alunos devem comparar suas atitudes e as da turma em relação ao colega

imaginário e questionar em que medida elas são diferentes ou semelhantes à escala

que cada um estabeleceu para si próprio do que considera “aceitável” e “inaceitável”.

b) Agora os alunos vão refletir sobre a questão com base na resposta anterior. O

objetivo é provocar o estranhamento e o questionamento das atitudes que os alunos

tomam em relação aos outros, mas que não aceitam que sejam tomadas quando se

trata deles mesmos.

Página 37

Espera-se que os alunos desenvolvam um projeto de solução de conflitos, com base

no que foi discutido em sala de aula, nos problemas levantados em relação à própria

escola, e na experiência cotidiana de convívio com colegas, professores e funcionários.

O projeto deve explicitar quais são os principais problemas vivenciados na escola e

levantar algumas hipóteses explicativas para eles. Além disso, deve identificar

claramente quais são as práticas relacionadas à violência escolar (como bullying,

depredação do patrimônio, agressão verbal, humilhação) e de que modo elas interferem

no cotidiano da escola, no processo de aprendizagem e de crescimento. Ou seja, os

alunos precisam mostrar de que formas essas práticas influenciam as relações entre

colegas, professores e funcionários, o andamento das aulas, o decorrer das atividades, a

entrada e a saída da escola etc. Finalmente, deverão apresentar suas próprias propostas

de como esses conflitos poderiam ser solucionados. É importante que, em todos os

projetos, os alunos se posicionem como participantes ativos, isto é, não sejam apenas

atores passivos, mas também contribuam para as soluções, indicando ações, ideias,

medidas e outras iniciativas que eles mesmos possam tomar para mudar a realidade da

escola.
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